segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

10 PAÍSES, 132 CIDADES E MAIS DE 1000 VAGAS PRA SHOWS...

      Esse é o festival Grito Rock América Latina, evento que chega a sua 9ª edição em 2011, se consolidando como o maior festival integrado do planeta, crescendo mais a cada ano, o festival apresenta um crescimento de 65% em relação ao ano anterior. O festival conquista as fronteiras da América Latina e acontece em 10 países: Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Panamá, Costa Rica, Honduras e El Salvador.
      Os eventos do Grito Rock ocorrem entre 19 de fevereiro e 28 de março. O Festival é uma produção do Circuito Fora do Eixo, filiado à Associação Brasileira de Festivais Independentes – Abrafin. Realizado também com apoio do Toque no Brasil que disponibilizou, desde o dia 12 de janeiro, mais de mil vagas para bandas e artistas brasileiros e do mundo. A expectativa é que 2.000 bandas/artistas se apresentem para um público de cerca de 200 mil pessoas, aumentando em 150% no número de bandas em circulação nos últimos 2 anos. A proposta do festival é fortalecer ainda mais a cadeia produtiva da música independente brasileira, estimulando a circulação dos agentes atuantes no setor, assim como estreitando a rede de contatos do Circuito Fora do Eixo em todo o país e na América Latina.
      No Pará, em 2011, o festival acontecerá em 5 cidades: Belém, Capanema, Primavera, Parauapebas e Tucuruí. Até o ano passado só a capital Belém e a cidade de Abaetetuba tinham recebido edições do festival.
Então vamos à cidade das flores e do rock’roll...
     Primavera, cidade localizada no nordeste do estado do Pará, que conta com mais ou menos 11 mil habitantes, receberá dia 4 de março sua primeira edição do Grito Rock. A banda Paralelo 11, filhos de Primavera, junto com o Coletivo Mambembe, que se tornou o 2º ponto fora do eixo no estado do Pará, no ultimo congresso fora do eixo realizado em Belém em 2010, estão a frente dessa edição do festival Grito Rock na cidade. Os meninos da Paralelo 11 e o Coletivo Mambembe já realizam na cidade, no mês de julho, o festival Eco Rock, que deverá chegar a sua 3ª edição agora em 2011, com o objetivo de levar diversão, música, mas também conscientização ecológica a população da cidade.
Delinquentes


A 1ª edição do Grito Rock na cidade já começa em grande estilo, contando com a participação de 7 bandas de peso no cenário rock’n roll do Pará. As bandas selecionadas pra o Grito Rock Primavera são: Delinquentes (Belém), Turbo (Belém), Dharma Burns (Belém), The Baudelaires (Belém), Fuga de Emergência (Nova Timboteua), Redima (Capanema) e Paralelo 11 (Primavera).
Turbo 
Redima
Dharma Burns
The Baudelaires
ParaleloOnze
então antes do carnaval começar, muito rock vai rolar, vamos nessa!!!!!!

Por Daniela Araújo - Comunicação Mambembe

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

JÁ INSCREVEU SUA BANDA NO GRITO ROCK 2011?

           Atingindo o número recorde de 132 cidades realizadoras em 9 países da América Latina, o Grito Rock chega a 2011 com um crescimento de 65% em relação ao último ano. Ao todo, cerca de 700 artistas devem se apresentar para um público estimado de 200 mil latinoamericanos sedentos por uma opção cultural no período do carnaval.
             Neste ano, todas as edições do festival compreendem um período superior a um mês. A gritaria começa no dia 19 de fevereiro e dura até 28 de março, o que torna esta a época do ano mais propícia para as bandas independentes caírem na estrada fazendo shows. Isso mesmo, no Carnaval!
            O Grito Rock Primavera acontece no dia 4 de março com a participação de 6 bandas na noite. A divulgação das bandas será feita no dia 11 de fevereiro no blog.                                    



            Tá afim de tocar?
            Se você está disposto a levar o som da sua banda para alguma destas 132 cidades do continente, ou, quem sabe, até armar uma turnê América Latina afora, as inscrições já estão abertas pelo site Toque no Brasil.
             Vale lembrar que em Primavera, as inscrições se encerram, 11 de fevereiro. Então corre e não perde a chance de engrossar esse grito continental e histórico!  


Inscreva-se agora:

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Los Porongas: O segundo Depois do silêncio

Há algum tempo que um segundo álbum de uma banda rock brasileira não provocava tamanha expectativa no cenário musical do país, talvez porque a muito não se via uma grande banda com um só disco, título esse que os irmãos acreanos dos Los Porongas acabaram de perder com o lançamento do já homônimo segundo trabalho da banda, que já nasce um clássico, com dois singles e um sugestivo título endereçado categoricamente aos fãs que por mais de quatro anos permaneceram no doce silêncio ouvindo e sentindo a música da floresta.     
 “O Segundo Depois do Silêncio” impressiona primeiramente ao levar os não músicos aquele inebriante sentimento de completa ignorância musical, quando você não sabe como nem porque, mas aquilo tudo junto baixo, guitarra, bateria, harmonia, empatia é muito bom. Neste segundo disco é evidente aquela intenção de como os Los Porongas gostam de fazer música, o bom e velho rock que em meio riffs lancinantes instigam quem ouve em interesse, e o leva imediatamente ao reino do pensar, no exercício de tentar extrair algo de diferentes temas tão batidos como Vida, Amor, Tempo, Mundo,  isso só pra citar alguns dos escolhidos pela banda, sem pretensão de novidade ou descobrimento, só pelo o simples deleite de transcender a si.
Fato é que os camaradas nortistas têm identidade, um “modus operandi” próprio e único até então e com o segundo disco isso ganha extensão, o que é natural, pois algum tempo passou, um lugar  novo para morar e tentar viver de música apareceu para João, Jorge, Marcio e Diogo, e tudo que acontece em tempo de transição aconteceu.
O segundo álbum começa com “Fortaleza”, que grita e questiona a inércia do não agir por bem, mais sem saber bem; agarrar-se a solidão com escudo; o conforto que é não agredir: “Que amigos eu já não sei quem são/ do que foi que me esqueci por indelicadeza/(...) Como é que vão dizer o que não é/ e você vai ficar calado”. Vale nota determinado elemento surrealista, marca registrada do primeiro disco: “Quem vai poder plantar as flores que nascem na cabeça”. Em “Cada Segundo” e “O Lago” divagar sobre a relação escolhas/tempo e suas varias possibilidades é a brincadeira. Como conflitos amorosos cantados, duas faixas fazem justiça a ótima fase da musica nessa temática “O Silêncio” e “A Verdade”: “O amor só não me satisfaz/Quando muito é muito pouco”.  
Há quem diga que um disco deve ter equilíbrio, redondo para que todo soe como um, sem músicas muito inferiores ou superiores as demais, bem se esse for o caso, temos um problema aqui, e o nome dele é “Sangue Novo” a obra-prima incontestável, guitarra emocionante, grito de gênio poeta do rock. “Bem longe” é música de observação da grande metrópole, manter a sanidade, passagem veloz e indiferente com direito a apelo religioso. Por fim um pouco da boa dialética ocidental em “Dois lados” com direito a entrada de metais só pra arrancar aquele último suspiro: “Se o mundo não girar/Que lado vai ficar/ Escuro/Quando tempo duro?”.
Um belo início de ano para música brasileira e que venha outros. Para os Los Porongas que venham novos lugares, amores, pessoas, músicas, um novo silêncio que por aqui temos muito a pensar pelos próximos anos.
 Por Ubiraci Neto
 
                               João e Ubiraci em Marabá